Amizade

A flor violeta estava radiante.

Sua dona, ou com queiram chamar, parou a sua frente como todos os dias. Deu uma olhada por cima e voltou ao seu trabalho.

Um presente do seu melhor amigo, Rodrigo. Um presente sem motivos. Mentira.

“Por você ser a melhor companhia”

Não era um buquê, nem um ramalhete. Era apenas a orquídea. Única e solitária.

Sentiu-se envergonhada. Ele a conhecia tão bem.

No dia seguinte, ela olhou sua flor sorridente.

No outro, assim que olhou percebeu que uma pétala estava queimada na borda.

– O que foi, plantinha? O que você tem?

A flor apenas sorria.

No dia posterior, a parte queimada estava maior.

– Mas plantinha, diga-me o que você precisa para melhorar que te darei tudo!

A flor continuava a sorrir.

Mais um dia se passou e agora a flor estava curvada, mais uma pétala estava queimada e já não sorria mais.

Ligou para seu amigo na esperança de uma explicação.

– O que eu posso fazer? Eu já perguntei o que ela queria e o que sentia. Ela não me disse nada! Só sorria, sorria…

– Uma flor não vai dizer o que precisa. – respondeu seu amigo do outro lado da linha – Mas não é tão difícil de descobrir. Ela só precisa de sol e um pouco de água e tudo vai melhorar.

Bianca mudou sua flor de lugar, agora batizada com nome “Amizade” e colocou perto da janela que recebia sol de manhã com uma leve brisa e era aguada à tarde.

Depois de alguns dias uma nova orquídea estava nascendo pequena ao lado.

(quarta-feira, 23 de março de 2011)

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