C alm inha

Seus olhos encontraram-se e no momento eram apenas olhos.

Logo após transformaram-se em cor, pupilas dilatadas adaptando-se a pouca luz e em segundos a imagem não importava mais.

Os olhos perderam a função de enxergar e foi substituído pela habilidade de descobrir. 

Aventurar-se na procura da essência, pensamentos e sensações. Alí existia vida. 

O som se resumia a batimentos cardíacos e respiração lenta, o cheiro e as mãos entrelaçadas perderam o sentido.

A conexão que ligavam o olhar era intensa e desfocava tudo em volta. Até que com um susto o vínculo foi quebrado dando lugar a sorrisos.

Sorrisos conformados de que naquele pequeno segundo tocaram-se da maneira mais íntima que alguém pode ser tocado: na alma, tornando-se um só.

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